Na sociedade atual, na qual há bombardeio de informações, lançamentos de novas tecnologias todos os dias, excesso de atividades, aumento das horas de trabalho de muitos pais, tem se recebido nos consultórios, demandas cada vez mais complexas. E é possível notar que em alguns momentos as crianças e os adolescentes necessitam de auxílio profissional, para resguardar sua saúde física e psicológica.

“Não temos mais tempo de sonhar os sonhos de nossas crianças e o resultado disso logo aparece… (Oberding, 2001)”.

Mesmo diante desse contexto, muitos pais ainda se assustam quando a escola sugere que seu filho faça um diagnóstico psicológico. Logo surgem aquelas questões: “Meu filho é louco?” “Onde estou errando?” “Terapia para criança/adolescente?” Entre outras inquietações relacionadas à falta de informação, sobre as possibilidades e objetivos que tem uma Psicoterapia na infância e adolescência.

São inúmeras as razões pelas quais a escola encaminha ou sugere aos pais uma  avaliação com um profissional da área da Psicologia. Podem ser dificuldades de aprendizado, de relacionamento, no desenvolvimento, comportamentos agressivos, alterações de comportamento, do humor que impactam e trazem prejuízos cotidianos socioemocionais para as crianças e a adolescentes.

O psicólogo, irá realizar uma conversa com os pais e com a criança/adolescente para investigar as causas da queixa trazida, considerando aspectos biológicos, psicológicos e sociais do indivíduo, assim como sua história de vida e o contexto, visando a melhor forma de auxiliar a família. Se for indicada a psicoterapia, serão realizados atendimentos a criança/adolescente paralelamente a orientação de pais/responsáveis.

A abordagem utilizada pela profissional é a Terapia Cognitiva Comportamental, que busca compreender o indivíduo de forma integral e tem como objetivo que ele se torne seu próprio terapeuta.

Vale destacar que o atendimento visa favorecer o bem estar, desenvolver habilidades, a qualidade de vida da criança/adolescente e de toda a família. Também visa a prevenção de transtornos, dificuldades relacionais, além da intervenção nas problemáticas já existentes.

Devemos lembrar que a participação dos pais no processo é essencial e de grande importância. A terapia pode contribuir na ampliação de repertório dos pais quanto aos comportamentos do filho, possibilitam participação efetiva nas mudanças e desenvolvimento do mesmo. Muitas vezes, as relações conflituosas entre pais e filhos influenciam significativamente no comportamento do filho, podendo o psicólogo orientar os pais sobre formas alternativas de lidarem com as dificuldades cotidianas.

Se a escola aconselhar você a levar seu filho a um psicólogo, pense a respeito. Ela está atenta ao bem estar e é sua parceira na educação dele.

 Freedom

Referencias: OBERDING, E.G. O atendimento psíquico à criança (O diário de uma Pequena Estrela). Anais do I Congresso de Psicologia Clinica, vol 1. Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, p.